quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Video Stroboscopy of the Vocal Cords

Genética Vocal


   Todo cantor pode ter sua voz classificada como: soprano, mezzo-soprano e contralto, para as mulheres; tenor, barítono e baixo, para os homens. Soprano e tenor são vozes agudas, contralto e baixo, graves e mezzo e barítono são vozes intermediárias entre soprano e contralto, tenor e baixo, respectivamente. A classificação é a denominação que se dá a uma voz em relação às suas características principais de extensão total, volume, ponto de passagem (entre a voz de peito e a voz de cabeça, ou seja, quando a ressonância deixa de ocorrer no peito e passa a atuar na cabeça, ou vice-versa) e zona confortável da emissão.
   A herança genética pode ser entendida como informações genéticas que recebemos de nossos pais e que são responsáveis por definir nossas características físicas e biológicas. Um dos fatores utilizados para a classificação vocal de cantores é a observação do tamanho e da espessura da laringe e de suas pregas vocais, que é determinado por genes que nossos pais nos transmitem. Assim, laringes pequenas com pregas vocais curtas favorecem vozes agudas e laringes grandes com pregas vocais longas favorecem vozes graves. Quanto mais fina for a espessura das cordas vocais, mais aguda será a voz, quanto maior, mais grave.
   Mesmo com essa grande influência da laringe na determinação de nossa voz é possível ocorrer transformação vocal, ou seja, ainda que tenhamos uma determinada classificação pré-definida pelo formato de nossas pregas vocais, é possível que alcancemos outras vozes além da já determinada. Porém, isso ocorre apenas de vozes agudas para graves. Por exemplo, uma soprano pode adquirir voz de mezzo-soprano.
    Isso acontece, porque com o passar do tempo e com o amadurecimento vocal, a musculatura obtém uma resistência natural que permite que a voz também tenha essa colocação. Por exemplo: quem tem a voz mais leve aos 20 anos, com o passar do tempo adquire um peso natural, onde a voz ficará mais pesada e terá alguns graves que antes não tinha. Essa mudança também ocorre nas mulheres, porém de uma forma um pouco diferente, pois elas tem a mudança dos hormônios por conta da menopausa e a voz adquire mais corpo e até mesmo passa a definir-se de soprano a mezzo-soprano ou de mezzo claro a uma mezzo mais escura, com peso e formação sonora diferenciadas.
    Os tenores também, depois de certa idade, acabam trocando de voz, até porque fica mais confortável de se cantar e de se ter uma postura vocal adequada. Nunca esperamos que uma pessoa de 70 anos cante os agudos como alguém mais jovem, por isso o importante de tudo é a postura vocal adequada, na qual cantamos sem esforços e sem a sensação de sufocamento. O mais importante pra voz é a respiração, muito mais do que canto propriamente dito, pois a respiração define o cantor e a forma do canto, já que tudo o que a respiração faz é definir a musculatura do cantor, para que seja firme por muito tempo. Assim, cada vez mais a voz molda-se ao hábito da respiração, juntamente com a colocação vocal correta. Tudo isso pode impedir que o cantor precise passar por essas mudanças vocais.
    Assim, saber o comprimento das cordas vocais é importante, porém não basta para definir a classificação vocal, pois também devem ser observadas a estatura, constituição corporal, caracteres endócrinos e sexo do cantor. Outra definição feita, mas que apresenta exceções é a da fisionomia corpórea. Desse modo, indivíduos altos possuem vozes mais graves e indivíduos baixos, atarracados e de pescoço largo possuem voz aguda e de grande extensão. 

Bibliografia:

 Trabalho de ós-graduação, no qual a autora apresenta aspectos que inferem na classificação vocal, segundo estudiosos.

Doutores desenvolvem pesquisa buscando a correlação das pregas vocais com a classificação vocal.

http://www.musicaeadoracao.com.br/tecnicos/tecnica_vocal/classificacao.htm
Referente aos tipos de classificação vocal.

Cantor Renato Teneiro, ex-aluno da ULM (atual EMESP) e ex-integrante do Coral do Estado de São Paulo. É professor no projeto Guri Santa Marcelina e pianista da Igreja Batista em Planalto Paulista.



Laringe: